terça-feira, 5 de novembro de 2019

Torcida que canta e vibra

Filho de peixe, peixinho é.

Será? Nem sempre.

Palmeirense que sou desde muito pequeno, consegui que meu filho optasse por torcer para o mesmo time.

Ele assistia aos jogos comigo, vibrava muito e vestia a camisa verde.

Passou toda a adolescência encontrando qualidades, que quase não existiam no time do Palmeiras, para poder discutir com os colegas.

Admito que teve azar nisso.

O período em que o Verdão foi mais fraco ocorreu durante a sua adolescência e era difícil defender um time que não ganhava títulos.

Isto já era um grande feito, mas ele foi mais além: um dia conseguiu levar a namorada corintiana para o estádio do Palmeiras.

Ela foi. Só que gravou um vídeo antes do jogo e mandou para o pai, corintiano também desde pequeno.

Disse:

- Pai, estou aqui por causa do meu namorado. Continuo corintiana.

Aquilo ficou na minha memória.

Certa vez minha filha, que também havia se declarado palmeirense, mas sem o mesmo entusiasmo, foi levada pelo namorado corintiano para o estádio do Corinthians na mesma situação da futura cunhada.

Em vez do vídeo, ela disse no meio da Gaviões da Fiel com o jogo em curso e em alto e bom som, mas de forma inocente:

- Se meu pai souber que estou aqui, ele vai me matar.

Ao ouvirem a frase, corintianos cercaram os dois e começaram a gritar:

- Então a menina é parmerense? É isso mesmo mano? É adversária?

Para evitar o pior, o namorado negou:

- Ela está brincando. Ela é muito brincalhona. Não é amor?

E minha filha confirmou.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por enviar mensagem. Logo responderei.