sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Somos da mesma espécie

Estamos vivendo um momento de muita despreocupação com o outro.

Ninguém se importa com o que acontece ao lado.

As pessoas parecem estar sozinhas e apenas pensar em si.

Esses dias, perto de casa, uma mulher foi atacada por um maníaco quando passava por um caminho feito na mata entre dois bairros.

É um trecho pequeno de apenas cem metros no máximo.

Antes de se aventurar na travessia, ela pediu ajuda a um conhecido, mas ele disse que tinha pressa e que não podia ajudá-la.

Felizmente, ela conseguiu escapar gritando por socorro.

Será que atrasaria muito as atividades desse conhecido dela ter prestado ajuda? Provavelmente não, mas ele não se importou. A esta hora ela poderia estar morta ou carregar um trauma para a vida.

Infelizmente isto não comoveu esse conhecido e não comove a maioria das pessoas, que não se importam definitivamente.

Em um teste, feito por uma produtora em Londres, colocaram uma garotinha muito bem vestida fingindo estar perdida. Todas as pessoas que passavam perguntavam, tentavam ajudar.

Depois, a mesma garotinha se vestiu maltrapilha e se sujou para desempenhar o mesmo papel e ninguém parou.

O preconceito, das mais diversas formas, era uma grande barreira, mas hoje ele é contra o ser humano, o outro.

Este não é o caminho.

Temos de ajudar, de se importar, de fazer algo.

Afinal, vivemos no mesmo planeta, somos da mesma espécie e temos o mesmo objetivo de viver e ser feliz. Ou não?



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por enviar mensagem. Logo responderei.