quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O que minha filha me ensinou

Assisti ao filme “Central do Brasil” de novo na segunda-feira, 14 de outubro, na Globo. Estou compartilhando isto porque não é uma situação comum para mim. Tenho por regra não rever filmes, mesmo que tenha gostado como é o caso.

Não se trata de nenhuma forma nova de ser chato.

É que entendo que há tantos bons filmes e tão pouco tempo que não compensa gastar energia com algo que já vi, principalmente por ter gostado.

Minha filha é totalmente contrária à minha tese. Só o “Titanic” ela já deve ter visto umas dez vezes. O curioso é que chora nas mesmas cenas.

Lembro de uma brincadeira de um amigo quando fui ver o filme. Ele saia, eu entrava. Ele disse: o DiCaprio morre no final. É estranho você ver de novo algo que já sabe como vai se desenrolar.

Mas vi “Central do Brasil” pela singeleza. Como é sofrida a vida de alguém que não tem referências. Pior ainda é perdê-las sem nunca as ter tido.

No filme, o personagem de Vinicius de Oliveira não tem pai e parte em uma saga para encontrá-lo após a morte da mãe, mas nunca o encontra.

Ou seja, ele perde o que nunca teve.

Gostei muito de rever e olhem: chorei nas mesmas cenas.

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