Ninguém inspira mais que um professor entusiasmado com sua missão de mudar a vida das pessoas.
Acho que isso tem a ver com a minha profissão de jornalista, porque os jornalistas também mudam a vida das pessoas na medida em que suas reportagens esclarecem, informam e conscientizam o leitor.
No Dia do Professor, quero prestar uma homenagem aos mestres que tive ao longo da vida e que ainda tenho e terei. Todos foram fundamentais para a minha formação e cada um deles é responsável pelo que sou hoje e pelo que desenvolvo como profissional.
Tive vários professores ao longo da vida. Alguns foram marcantes pela importância do que fizeram. Outros pela preocupação comigo no sentido de garantir que eu aprendesse. Por fim, houve aqueles que se dedicaram demais à sua profissão e com isto me deram a chance de aprender.
No antigo ensino primário tive um mestre inspirador, o professor Orlando, que realmente amava a arte de ensinar.
Eu vinha de uma reprovação por bagunça.
A única vez que deixei passar um ano em branco foi essa e isto aconteceu por ter me envolvido com más companhias e com gente que estava a fim apenas de fazer bagunça e de perturbar a vida dos outros.
Bem, eu queria me recuperar, mas o que recebi do professor Orlando foi muito mais do que uma chance: ele me deu a oportunidade de crescer e mobilizou a todos para que todos pudessem crescer também.
O professor Orlando criou um concurso na escola Claudio Ribeiro da Silva, em Salto, no qual nós, alunos, fazíamos provas diárias que valiam pontos. As provas eram de todas as matérias e somavam pontos de maneira igual, o que nos garantia margem de disputa.
E nessa competição saudável, todos se envolveram, todos aprenderam e ao final fomos a melhor classe da escola.
Nunca eu e nem os meus colegas daquele ano esquecemos aquele ano e nem aquele professor por essa mágica de ensinar bem.

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