Uma das coisas que muito me emocionam é uma história bem contada sobre gente.
A minha relação com isso está no sangue. Meu pai foi radialista por paixão à comunicação e, quando falava ao microfone, contava histórias.
Menino ainda eu gostava de olhar as pessoas e imaginar que história aquela pessoa tinha. Depois falava com a pessoa para ver se batia.
A vida me deu uma capacidade especial de acertar.
Consigo identificar vivências pelas rugas, pelo jeito de olhar, pelos tiques nervosos.
Fiz teatro na adolescência em São Paulo e um dos estudos envolvia fazer laboratório, que nada mais é do que observar situações e reproduzi-las.
Adorava os sábados em que me dediquei a isso.
Na época da faculdade fiz teatro também e cheguei a montar espetáculo com o grupo da Puccamp.
Hoje sou capaz de criar história a partir de uma foto, de uma frase, de uma cena, até de um sentimento.
Escrevo sobre tudo que vejo, que me contam, que imagino, que gostaria de viver.
Um dia ainda vou escrever novela na Globo.

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