Se prestarmos atenção, esta é uma máxima que merece apreço.
Afinal, quantas pessoas cativamos durante a nossa trajetória, seja no trabalho ou em atividades sociais?

De fato, isto não se aplica apenas à história de amizade entre um homem frustrado por ninguém compreender os seus desenhos e um principezinho de cabelos dourados, que vive em um asteroide.
Aplica-se a todas as relações.
Ao falar disso, lembro-me de quando fui convidado a ser o editor de política do jornal Correio Popular, em Campinas, à época (década de 90) o 19º diário do país e o mais respeitado da região.
Vindo da Folha de São Paulo, cheguei ao jornal respaldado pela admiração que todos tinham pelo matutino paulistano.
Herdei dois repórteres: um rapaz e uma moça.
Ambos foram simpáticos e receptivos na esteira da minha história.
Pautados, saíram para executar as reportagens.
Embora bom profissional, o rapaz não produziu nada do que pedi. Como a edição era uma atividade mais noturna, achei que ele tivesse ido embora e refiz o texto da reportagem dentro do que havia pedido.
Ocorre que o rapaz era casado com uma editora da casa e teve acesso ao texto de outra sala fora da redação assim que o editei.
Imediatamente, ele veio até mim para questionar. Achava que eu o desrespeitava, profissional com anos de experiência que era, ao refazer o texto. Tentei explicar que ele não cumprira a pauta, mas os ânimos se exaltaram e ambos gritávamos a certa altura.
Como a situação se deteriorara, para não perder o comando, disse a ele que existia uma hierarquia que ele deveria ter obedecido. Portanto, o texto ficaria com os meus ajustes. Assim foi.
No dia seguinte, mais calmo e mais reflexivo, ele me ouviu a respeito da necessidade de seguir a pauta. Minha antecessora não fazia as mesmas cobranças e ele se acostumara a agir como agira.
Celebramos a paz.
Trabalhei por três anos no Correio e a minha amizade com esse repórter só cresceu nesse período.
Tempos depois de eu ter deixado o jornal, o repórter galgou o cargo de editor-chefe e me convidou, pela experiência que adquiriu comigo, para fazer uma edição especial sobre o aniversário de Indaiatuba.
Talvez não tivéssemos nos falado mais se não nos entendêssemos.
Como disse no início, o repórter era um bom profissional. O comando precisa de ajustes muitas vezes. Mas é só conversando que se entende.
Trabalhei por três anos no Correio e a minha amizade com esse repórter só cresceu nesse período.
Tempos depois de eu ter deixado o jornal, o repórter galgou o cargo de editor-chefe e me convidou, pela experiência que adquiriu comigo, para fazer uma edição especial sobre o aniversário de Indaiatuba.
Talvez não tivéssemos nos falado mais se não nos entendêssemos.
Como disse no início, o repórter era um bom profissional. O comando precisa de ajustes muitas vezes. Mas é só conversando que se entende.
Depois ficam o respeito, a admiração e a lembrança.
Eu tenho tudo isto por esse repórter e ele certamente tem por mim.
Nós somos responsáveis por aquilo cativamos.
Esta é a lição mais importante para todos os dias, para todas as pessoas e para todos os lugares.
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