terça-feira, 22 de outubro de 2019

Um chá salvador

Na minha vida profissional como jornalista e como articulador de marketing, já comandei muitas equipes.

Algumas delas foram numerosas, outras mais ruidosas.

Como gestor, sempre temos de prezar pelo bom ambiente onde estamos para que os resultados possam ser melhores sempre.

Uma das ações que mais sabotam o clima são os egos elevados.

Uma atitude que nunca permiti foi um menosprezar o outro.

Em uma das empresas onde trabalhei havia um organizador de eventos que se achava o melhor.

Certa vez ele humilhou as cozinheiras, duas mulheres muito simples que não faziam mal a ninguém.

Elas se constrangeram, mas não reclamaram.

Mais tarde o organizador de eventos passou mal.

Foi graças a um chá servido pelas cozinheiras que ele melhorou.

Sabendo disso, perguntei a elas por que não devolveram a implicância. Elas disseram que não poderiam fazer isso, porque prejudicariam a empresa. Isto me comoveu muito.

Quem eu mais esperava que prezasse pelos resultados foi displicente e arrogante e quem eu nem havia avaliado foi fiel aos meus princípios.

Chamei o organizador de eventos a minha sala e mostrei a dedicação das cozinheiras. Pedi a sua colaboração e disse que todos são importantes e devem ser tratados assim. Não foi uma bronca, mas um conselho.

Ele se arrependeu na hora e pediu desculpas a elas.

Se o objetivo é comum, as diferenças desaparecem.

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