Escrever é uma prática do meu universo desde pequeno.
Quando menino, havia um campo de futebol na frente de casa.
Um raspadão, onde eu e uma porção de garotos, vez ou outra, arrebentávamos os
dedões. Voltávamos da escola e já íamos jogar.
Era muito menino.
Como não tinha espaço para todos, formávamos vários times.
Quem perdia, dava lugar ao próximo. Assim, todos jogavam. Nos intervalos, os
outros ficavam batendo bola. Eu escrevia ou lia.
Não passo um só dia sem rabiscar algumas frases. Com a
tecnologia, deixei papel e caneta de lado. Hoje rascunho no bloco de anotações
do celular. Depois, passo o texto para o arquivo no computador.
Quando estou dirigindo, gravo a voz para não perder. Já
escrevi em folhetos de avião, guardanapos de restaurantes, até na mão. Acordo
de madrugada com uma ideia e não durmo sem registrá-la.
Gosto de contar histórias. A partir de uma foto ou de uma
frase, consigo escrever uma, duas, três, quantas páginas quiser. Como Ernest
Hemingway em “O Velho e o Mar”, vou juntando frases.
Cético, meu irmão, certa vez, disse que eu não devia perder
meu tempo escrevendo tanto. “De que adianta?”, disse ele. “Ninguém vai ler. Se
ler, esquecerá logo”. Eu retruquei: “Se ler, já terá valido a pena”.
Espero que os leitores leiam os meus insights todos os dias
aqui.
Este blog será um diário de ideias.
Sejam todos muito bem-vindos.

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